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Bola quadrada!

Setembro 12, 2008

Bola quadrada!

Este termo, no futebol e para os amantes da arte de jogar bola – seja da maneira que for – remete a coisas ruins, passes tortos, chutes bizarros, lançamentos para esquecer.

Para mim, bola quadrada me lembra infância e família. É sim! Infância e família.

E como isso se relaciona com o futebol de mesa?

Simples. Desde que tive o primeiro contato com o Futebol de Mesa, que para mim era Futebol de Botão, eu vi uma bolinha quadrada “rolando” pelos estrelões e mesas de jantar da minha casa. Meu pai sempre foi adepto do futebol de botão de “várzea alá portuguesa”! Sim… ele é português, de Tondela, mas acho que este fator territorial e geográfico não influi tanto nesta escolha e, sim, a vontade de fazer grande jogadas e ter controle total do jogo.

É, o dado permite um controle de de bola incrível, lançamentos primorosos e chutes altos perfeitos. Mas há quem discorde deste ponto de vista.

Eu mesmo estou começando a discordar, pois comecei a jogar na regra paulista, de 12 toques e me apaixonei por tudo que está dentro desta regra e jogo. É muito mais real, mais próxima do futebol e cativante!

Estou longe de me considerar um jogar de futebol, tampouco alguém qualificado para falar sobre esta arte, mas amo este esporte e sou fanático por esta brincadeira que, para mim, foi passada de pai para filho, de tio para primo, de primo para sobrinho…

Obrigado pai, por me deixar mais este legado!

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Para o gol!!!

Agosto 25, 2008

Quantas vezes você ouviu ou falou esta frase? Da para lembrar alguma situação específica ou já se tornou corriqueira?

Sinceramente, eu não posso responder nenhum destes questionamentos acima, já que o botão ou futebol de mesa para os mais entusiasmados, faz parte da minha vida e, desde que me conheço por gente, ouço e falo esta frase…

No começo, apenas para imitar meu pai, que com seus craques de botão de vidro de relógio, conseguidos em relojoarias na volta do colégio, fazia com maestria o desenrolar de um jogada e sua finalização. Sempre com um gol de cobertura com Paulinho, Suingue, Peri I e o craque camisa 10, Castelo (vidro de mais de 50 anos). Depois voltamos a esta história…

Mas agora, ao escrever este artigo me lembro sim de um “para o gol”! O primeiro em que desbanquei o reinado soberano de vitórias do meu pai. Sim… Foi em casa, na sala! O jogos estava 9 X 8 para mim… Tenso… Afinal era a primeira vitória que estava se desenhando… Quando o dado… (AH.. sim o dado - outra história para falarmos depois)… ele apontou e pedi para o gol! Era o Corinthians, mas não peça para lembrar qual o jogador…

- “Para o gol!!”

Um silêncio momentâneo seguido do movimento do goleiro… O gol era de plastico (sem muita emoção no bater da bola no fundo da rede)…

- Vem!!

Acho que minha mão pesou, suou, tremeu, mas a conclusão foi certeira e ali surgiu a primeira vitória e término de uma dinastia, que aliás, era familiar… Meu pai sempre foi um dos grandes botonistas da família! A partir dali, ganhei respeito e, de quebra, a honra de guardar o time do meu pai – o Bangu – junto com minha coleção! Se bobiar, isso tudo aconteceu há quase 15 anos!

Depois desta história falei muitas vezes “para o gol”… agora, tenho falado pouco, já que venho me adaptando ainda ao futebol de mesa, mas acho que ainda esta sensação de alegria e quebra de barreiras no botão ainda podem acontecer novamente… quem sabe algum dia em um Aberto?

Seja Bem-vindo ao 12 Toques!