Quantas vezes você ouviu ou falou esta frase? Da para lembrar alguma situação específica ou já se tornou corriqueira?
Sinceramente, eu não posso responder nenhum destes questionamentos acima, já que o botão ou futebol de mesa para os mais entusiasmados, faz parte da minha vida e, desde que me conheço por gente, ouço e falo esta frase…
No começo, apenas para imitar meu pai, que com seus craques de botão de vidro de relógio, conseguidos em relojoarias na volta do colégio, fazia com maestria o desenrolar de um jogada e sua finalização. Sempre com um gol de cobertura com Paulinho, Suingue, Peri I e o craque camisa 10, Castelo (vidro de mais de 50 anos). Depois voltamos a esta história…
Mas agora, ao escrever este artigo me lembro sim de um “para o gol”! O primeiro em que desbanquei o reinado soberano de vitórias do meu pai. Sim… Foi em casa, na sala! O jogos estava 9 X 8 para mim… Tenso… Afinal era a primeira vitória que estava se desenhando… Quando o dado… (AH.. sim o dado - outra história para falarmos depois)… ele apontou e pedi para o gol! Era o Corinthians, mas não peça para lembrar qual o jogador…
- “Para o gol!!”
Um silêncio momentâneo seguido do movimento do goleiro… O gol era de plastico (sem muita emoção no bater da bola no fundo da rede)…
- Vem!!
Acho que minha mão pesou, suou, tremeu, mas a conclusão foi certeira e ali surgiu a primeira vitória e término de uma dinastia, que aliás, era familiar… Meu pai sempre foi um dos grandes botonistas da família! A partir dali, ganhei respeito e, de quebra, a honra de guardar o time do meu pai – o Bangu – junto com minha coleção! Se bobiar, isso tudo aconteceu há quase 15 anos!
Depois desta história falei muitas vezes “para o gol”… agora, tenho falado pouco, já que venho me adaptando ainda ao futebol de mesa, mas acho que ainda esta sensação de alegria e quebra de barreiras no botão ainda podem acontecer novamente… quem sabe algum dia em um Aberto?
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